Casamento: Mudança de planos com a Quarentena

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Mudança de planos com a Quarentena

Saiba como driblar a frustração com o casamento adiado

A pandemia mundial do Coronavírus não atingiu apenas empresários e comerciantes, mas adiou planos de muita gente que queria realizar o sonho do casamento. Sem muitas alternativas, muitos noivos têm optado pelo cancelamento, com isso, advogados recomendam buscar a restituição de direitos sobre os valores contratados. 

Neste época de grandes mudanças e transformações na rotina, é preciso ter paciência e calma para buscar soluções amigáveis para rompimento, ou, se possível adiamento para que as frustrações sejam reduzidas. Entenda os motivos:

Não cancele, adie o seu casamento

Evitar aglomerações é a primordial recomendação da Organização Mundial da Saúde para o enfrentamento da pandemia. Mas, e para quem já tinha encomendados uma cerimônia para um alto número de pessoas? 

Planejar com antecedência para que tudo saia perfeito pode gerar uma enorme frustração com a necessidade do isolamento social, mas o prejuízo de cancelar o contrato pode ser ainda maior, é o que alertam os advogados.

A recomendação é que a festa seja adiada, Isso, pois, muitas empresas se negam a devolver o valor investido, que normalmente é muito alto, mesmo sendo um direito, acarreta a necessidade do casal a recorrer à justiça pelo ressarço do valor. 

Os gastos com advogado e a dor de cabeça de enfrentar um processo pode ser evitado, se a festa for apenas adiada. O desgaste psicológico e emocional será bem menor. Assim, nem a empresa e nem o cliente saem no prejuízo. Já pensou ter que ficar angustiada com o atraso do casamento e ainda ter prejuízos? 

Quero cancelar meu contrato, e agora?

Se mesmo com a recomendação dos advogados, por qualquer outro motivo você queira cancelar o contrato, saiba que há multas previstas pelo cancelamento do produto e tudo isso precisa ser avaliado em conjunto com um advogado. 

Em caso de força maior, como o caso de uma pandemia mundial, como essa que está ocorrendo no mundo, pode ser que a justiça atenda pela suspensão do documento sem cobranças, e que penalidades não sejam aplicadas aos consumidores. 

Ainda sim, para evitar maiores transtornos, o ideal é que os acordos sejam amigáveis entre as partes envolvidas, antes do envolvimento judiciário. Se você preferir optar por cancelar o contrato com o buffet, o cerimonialista e o espaço onde a festa estava planejada, saiba que também possível. 

Mas antes de tomar quaisquer decisões, é preciso que se busque uma solução justa para que os valores sejam discutidos e ressarcidos sem acarretar maiores prejuízos. 

A renegociação amigável é sempre a melhor saída

Evite envolver advogados logo de primeira. Procure conversar diretamente com o proprietário do buffet, caso julgue arriscado manter a festa de casamento ainda para este ano. O acordo amigável é sempre a melhor saída. 

Caso a negociação amigável não tenha sido cumprida, é necessário acionar o Código de Defesa do Consumidor. Normalmente, os tribunais costumam avaliar se há uma relação consumerista, isto é, quando os noivos ou a empresa prestadores de serviço está mais vulnerável um em relação ao outro. 

Em caso de envolvimento ao CDC, se o cancelamento da festa for dado pelo fornecedor, este deverá restituir o valor pago pelo consumidor, no caso, os noivos. O cliente ainda neste caso pode cobrar uma reparação por danos morais. 

Como estamos perante um problema mundial, é muito provável que os tribunais entendam que o fornecedor não pode ser responsável por problemas relacionados ao COVID-19, pois não houve um descumprimento do acordo por querer individual. 

Repense com cautela todas as ações, para que você tome medidas que não vão gerar futuras frustrações e duplicar o seu transtorno. Todo momento ruim passa, seja paciente e verá o melhor resultado futuramente. 

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